Inteligência na Rede
Com o crescente desenvolvimento do hardware e software, novos cientistas estão em busca de soluções para transformar essa massa de informações que trafegam diariamente pela www em inteligência, de tal forma que seja possível prever o comportamento das pessoas com relação a determinado estímulo disposto em uma comunidade de uma rede social, por exemplo.
Um dos grandes desafios hoje, é entender como a informação se espalha e como as pessoas tomam decisões na rede, como por exemplo, de compartilhar determinado link com outras pessoas.
A revista Info deste mês, traz uma entrevista interessante com Jure Leskovec, eslovênio, cientista da computação, estudante da Universidade de Stanford e que faz parte da nova geração de pesquisadores do Vale do Silício, que passa a maior parte do tempo para se dedicar ao data mining.
Data mining é a coleta e análise de grandes quantidades de dados dispostos no mundo virtual.
Segundo a entrevista, Leskovec analisa, com uma equipe de cinco pessoas, terabytes de dados em busca de gostos comuns, expressos em comportamentos como postar um comentário em um blog, entrar para uma comunidade ou fórum de discussão ou ler um artigo online. As principais fontes para pesquisa são o Facebook e o Twitter.
Leskovec desenvolveu um algoritmo inspirado na sequência genética, que permite acompanhar a dinâmica da informação em grande escala, Para isso, ele e sua equipe analisaram:
Mais de meio bilhão de mensagens no Twitter;
200 milhões de comentários no Facebook;
170 milhões de artigos em sites de notícias.
Descobertas de Leskovec e sua equipe:
- Mais importante do que o que é dito, é, quem disse. Há internautas que são fontes de disseminação. Para explicar o sucesso de uma pessoa no Twitter, por exemplo, o cientista defende a seguinte teoria: “a estrutura do Twitter dá mais influência aos pequenos grupos na difusão da informação. Lady Gaga (13,4 milhões de seguidores) não bombaria sem os fãs. O gráfico de disseminação dos tuítes de celebridades mostra que eles só ganham relevância após passar por um núcleo duro de cerca de mil fãs”.
- No Facebook, o comportamento do internauta é previsível e é possível calcular quem serão os novos amigos das pessoas que participam da rede. A rede tem a estrutura de uma teia de aranha e a tendência é fazer amigos entre as pessoas dos fios mais próximos.
- Dois usuários do MSN estão apenas 6,6 usuários distantes um do outro, o que reforça a tese dos seis graus de separação, proposta em 1929 pelo húngaro Frigyes Karinty (teoria de que são necessários seis laços de amizade para duas pessoas possam se conectar).
Dentre outros objetivos, Leskovec pretende responder cada vez mais perguntas, que possibilitem aos profissionais de marketing e comunicação a utilização de ferramentas mais precisas e assertivas com seus públicos.
Em suma, a cada dia que passa são mais informações, mais ferramentas, mais inteligência e ao mesmo tempo, necessidade de um profissional cada vez mais bem preparado para saber analisar e filtrar tudo que recebe.


Twitter resolveu imitar o Orkut, resolveu inovar… pra pior